29 julho, 2011

Como organizar um casamento não-tradicional?

Essa foi a primeira pergunta que apareceu na minha cabeça quando decidimos casar, eu e meu amorecchio, e comecei a buscar dicas sobre "casamento" na internet. Bom, eu sou atéia, ele é espírita e não queríamos nada religioso. Tampouco queríamos assinar papel e já morávamos juntos. Antes disso morávamos cada um num lugar, saídos das casas dos pais - ou seja, tínhamos quase tudo de casa (ou quase isso, rá). Então na verdade a palavra "casamento" como é levada pelas empresas dessa grande indústria que fatura horrores em cima da tradição que a maioria das pessoas deseja neste momento ritual, não ajudava nada em minhas buscas. Depois de muito bater cabeça organizamos em poucos meses uma festa muito bacana, intimista, barata, elegante e com a nossa cara. Conto aqui o passo a passo e algumas dicas pra quem está querendo organizar uma festa de casamento alternativa ou fora do tradicional. Quem quiser algo mais tradicional pode achar algo útil aqui pra ver se gasta um pouco menos ou se inova em alguma coisa também, vai saber.


1) Convidados.
A primeira coisa é uma lista básica de pessoas que você deve convidar. Pra você ter uma noção mais ou menos de quantas pessoas no mínimo irão à festa: ponha aí sua família, amigos próximos, etc. Daí pra frente vá cortando até chegar num número razoável - quanto mais gente também mais cara fica a festa. No nosso caso, com família e alguns poucos (tipo uns 10 a 15) amigos próximos, ficamos em 70 convidados. Foi um número legal. Quem é mais próximo e convive mais conosco esteve lá (alguns não puderam ir, infelizmente) e outros amigos entenderam perfeitamente que não podíamos fazer uma festança pra absolutamente todo mundo que conhecemos, é a vida.

Nós & Madrinhas
2) Padrinhos, madrinhas.
Nós & Padrinho
Olha, eu nunca gostei da idéia de noivas terem madrinhas e noivos padrinhos, porque isso pressupõe que mulheres e homens não têm bons amigos do sexo oposto, o que acho uma grande mentira e uma puta falta de sacanagem. Além disso, parte-se do pressuposto muitas vezes de que as madrinhas vão ajudar a organizar o casamento enquanto a única tarefa dos padrinhos é fazer a despedida de solteiro, como se o casamento fosse um fardo para o homem e uma responsabilidade/sonho da mulher. Nem eu nem meu marido nos enquadramos nesse tipo de visão de mundo. Ambos temos grandes amigos do sexo oposto e ambos estávamos pilhados curtindo a idéia do casamento, ou seja, um projeto em comum, nosso. Então abandonamos essa associação boba de noiva-madrinhas e noivo-padrinhos e decidimos chamar madrinhas e padrinhos "dos dois", que fossem próximos de ambos, que tivessem acompanhado nosso relacionamento de perto e tal. No final das contas avaliamos bem e vimos que três amigos se encaixavam nesses critérios: um amigo nicaraguense que mora aqui e duas amigas de São Paulo que apesar de me conhecerem antes tornaram-se grandes amigas do Gatón também. Então fizemos por telefone ou pessoalmente os convites e eles entraram na onda conosco!

3) Local, data, tipo da festa
Essas três coisas nós fechamos meio junto. No nosso caso foi tranquilo porque o local foi a casa da minha mãe, então ela só precisou comunicar os vizinhos do condomínio que ia usar o jardim central naquele dia, que eles poderiam comparecer, etc. Nada grave. Mas no caso de aluguel, é preciso inclusive marcar data com antecedência. Se o casamento for pequeno, uma casa de campo, como no nosso caso, dá bem pra um coquetelzinho. Se a idéia for servir comida na mesa e tudo mais, então pode-se precisar de um local maior. Pra nós, como não havia problema de data, ela foi a primeira coisa a ser fechada. Definimos a data, escolhemos o local (também pela facilidade da data) e pensamos o tipo de festa que seria bacana no local que tínhamos, além de usar outros critérios como orçamento, horário da festa, etc. Eu sempre achei mais legal casamento de dia, o local fica afastado então dá tempo de depois da festa as pessoas irem pra suas casas com tranquilidade sem muito sofrimento no dia seguinte ou com o sono da madrugada. De dia não queríamos servir comida pesada, e também queríamos uma festa mais curta, com um tom mais informal, onde as pessoas interagissem como quando vêm na nossa casa (adoramos receber gente aqui, é uma característica nossa como casal/família, hehe), então optamos por um coquetel onde as pessoas ficariam majoritariamente em pé, conversando, com música mais baixa, comidinhas e bebidas. Isso funcionava bem com o lugar também, então foi essa nossa opção.

Convite da nossa cervejada
4) Chás e eventos preparatórios do casamento.
Tem gente que faz 28 chás com os mesmo convidados e fica um ano ganhando presentes antes do casamentos, dos mesmos convidados. Aliás, nem sei muito o que se faz com tanto presente, apesar de ser bem legal ganhar trequinhos pra casa, hehe. Como nós sabíamos que nem todo mundo que amamos poderia ir no casamento, por ser uma festa pequena (o que nosso orçamento e local permitiram), fizemos um mês antes um chá de panela, ou melhor, uma cervejada de panelas (aí sim) aqui na nossa casa. A lista de presentes era exatamente a mesma, com presentes que sabíamos que caberiam no bolso de nossos amigos e amigas, variedade de preços (coisas que iam de um jogo americano de R$15 até uma colcha em matelassê de mais de R$200, pra se ter uma idéia) e em diferentes lojas (usamos Tok&Stok, Ponto Frio e Zêlo mas claro que ganhamos presentes que não estavam na lista, sem problema algum). Assim quem ia nos dois eventos não se sentia obrigado a dar dois presentes, o que eu pessoalmente sempre achei meio chato. Mas se quisesse também, beleza, a lista tava lá!

5) Convites.
O convite pro chá de panelas foi enviado online mesmo, na maior tranquilidade. Foi um convite mais aberto e tal, então não tinha problema. Mas bolamos um RSVP de qualquer forma pra termos uma idéia de quanta comida faríamos. Já pro casamento a principal forma de convidar as pessoas foi por telefone, confirmando e pedindo confirmações diretamente. Até fiz um RSVP online mas não funcionou muito bem, acho, poucas pessoas o utilizaram. Também imprimimos um convite - feito por nós mesmos no Corel e impresso em uma gráfica rápida no papel que nós escolhemos na Kalunga, supersimples, com um lacinho de fita no envelope que também nós fizemos (o que com 70 convidados não é tão absurdo assim) - e distribuimos pras pessoas na medida do possível. Ficou bem simples, pra quem curte convites de casamento simples, fica a dica: duas folhas de papéis em dois tons pastéis diferentes. Na da frente um trecho de música bacana do casal (a nossa foi "Com você o meu mundo ficaria completo" do Nando Reis), na de trás as informações necessárias como nome dos noivos, data, horário e endereço (não nos fazia sentido colocar o nome de nossos pais, por exemplo, já que nós é que estávamos casando). Tudo com a mesma moldurinha fofa floral que o Gatón fez no computador. Aí, com uma sobre a outra furávamos com um furador o cantinho superior esquerdo e amarrávamos os dois papeizinhos com uma fitinha bordô e dourada de cetim, um charme. Púnhamos tudo num envelope e eu, que tenho uma caligrafia mais bonitinha, escrevia o nome dos convidados no envelope.

6) Buffet, bar e bolo
Nós optamos por comida de coquetel, algo que se desse pra comer em pé mas que também não fosse miúdo a ponto dos convidados ficarem com fome. Encontramos o excelente Buffet Santé na região onde o casamento foi realizado. Fomos muito bem atendidos em todos os momentos desde o primeiro contato por email até o fechamento do contrato e a realização do evento. E isso faz toda diferença numa festa, não ficar com dores de cabeça nem antes, nem durante, nem depois (ok, depois, só se for da ressaca)! Conversamos por telefone e nos sugeriram o cardápio de coquetel com uma adaptação para servir comidinhas quentes em cumbuquinhas individuais. Na degustação, além de sairmos rolando de tanto comer, pudemos ver bem a apresentação da comida e as propostas do buffet. Gostamos muito e fechamos com eles. Eles trabalham com uma empresa de bar e, em se tratando de coquetel essa era outra de nossas preocupações. Para deixar os convidados mais à vontade, além das bebidas não-alcoólicas oferecidas pelo buffet (sucos maravilhosos, refris e água), optamos por um bar com caipirinhas diversas e chop, tudo feito e servido na hora por dois barmans. O bar foi montado do lado de fora da casa e a mesma empresa, Potency Eventos, trouxe alguns pufes que formaram ali um pequeno lounge pro coquetel acontecer enquanto outros convidados se sentavam na parte interna da frente da casa, a sala, e no jardim central. O atendimento também foi show, os convidados ficaram supersatisfeitos com as várias opções (morango, abacaxi, limão, kiwi mais vodka, sagatiba ou saquê, além do chope gelado tirado na hora na chopeira elétrica) e nós também. O champanhe foi servido no início do coquetel, para o brinde que deu o "start" na festa depois da breve cerimônia.

PHYNNAS, graças ao trabalho lindo da Ju!
7) Vestido da noiva, traje do noivo e roupas em geral
Como era um clima bem informal, pedimos aos convidados que fossem de esporte fino. Aí, entre noiva, noivo, madrinhas e pais da noiva e do noivo, usamos roupas um tiquinho mais formais (mas não muito) pra dar um destaque na festa. Como fui uma noiva megasortuda, uma de minhas madrinhas está se formando em moda, Ju Janczur (contato juliajanczurv@yahoo.com.br), e fez um trabalho fenomenal de personal stylist pra gente! Escolheu as lojas, separou roupas, nos levou pra provar, deu opiniões sinceras e foi combinando todo o clima que queríamos pra festa com meu vestido, o traje do Gatón, o vestido da minha mãe e da minha irmã, e o dela mesma e da nossa outra madrinha. Ficou um espetáculo: tudo muito moderno e descolado sem ficar nada deselegante ou extravagante, como vocês vêm aí nas fotos. Para os vestidos femininos ela nos levou na Feira do Vestido de Festa, uma loja fantástica no centrão de São Paulo. Muitos modelos, muitas cores, muitos tamanhos (tenho 1,76m e 86kg, vejam vocês que não é um tamanho fácil hein?). Ela ia direto nas araras e trazia pra mim coisas lindas que tinham tudo a ver com a cara que queríamos dar pra festa. Vale dizer que eu não quis um vestido de noiva muito tradicional, mas ali a loja experimentei vestidos brancos que bem poderia ser de um casamento mais tradicional. Vale no mínimo a visita, se acompanhados de uma personal stylist como a minha, ainda melhor pra vocês, hehe! Escolhi um azul, não só pra ficar diferente mas porque é uma cor que gosto em mim e é uma das cores favoritas minhas e do meu amoreco. Os sapatos pra mim não são fáceis (calço 41) e acabamos indo nas Casas Eurico, onde compramos um par de sapatos de saltinho rosa bem claro, quase nude, bem lindinhos e chiquérrimos, tipo peep-toe. Já o Gatón teve look escolhido na Zara: uma calça social azul-marinho-bem-escuro-mesmo, uma camisa cinza clara, um colete preto e uma gravata super bem cortada, fina, com nó Windsor. Então vejam que até pessoas com um corpo foríssima do padrão como eu têm salvação, haha!


8) Decoração: flores e buquê
Bom, já que a festa ia ser em casa de campo, não dava pra ficar sem decoração. Escolhemos flores brancas sobretudo porque nada mais ia ser branco, já que meu vestido era azul... Então a decoração foi toda branca com toques de amarelo clarinho. Fiquei buscando decoradores na internet um tempão, foi um saco, porque tudo era muito brega, muito grandioso, muito MUITO pra mim. Essa foi a parte mais chata. Mas aí encontrei um portfólio de que gostei, online, e numa região próxima ainda por cima: Geovani Rodrigues foi nosso decorador e florista. Ele decorou a sala, a mesa de bolo/doces (que ele mesmo trouxe) e a mesa de café (do Buffet) e de bem-casados (que já estava na casa), a entrada da casa/lounge do coquetel, o caminho e o gazebo da cerimônia e me trouxe duas opções de buquê no dia baseado nas minhas preferências, nas flores da época e na cor do meu vestido. Achei luxo puro o trabalho dele. Ficou tudo leve, moderno, bonito, com cara de festa mas sem ser breguinha. Fiquei bem satisfeita com a decoração e o buquê.

9) Noivinhos e bem-casados
Bem, tem gente que não gosta de noivinhos. Mas eu acho que dá um toque fofo na festa que celebra o casal, principalmente quando sai do tradicional (já devem ter reparado que isso foi quase um contra-casamento, haha, de tão fora do tradicional). Como nós somo apaixonados por gatos e nossos gatos infelizmente não puderam comparecer, hehe, decidimos fazer uma homenagem com uma gatinha noivinha de buquê e um gatinho noivinho de gravata. A mãe de uma amiga fez pra gente e deu um toquezinho legal na festa. Já os bem-casados foram obra da minha magnífica avó, Clomar Branco (contato clomarbranco@hotmail.com), que faz bem-casados moderninhos num estilo alfajor ao invés do pão-de-ló, com um doce-de-leite caseiro maravilhoso. Ela mesma se encarregou do embrulho e da cesta decorada que ficou sobre uma das mesas. Ficou show! Não sobrou unzinho só!

10) Cabelo, maquiagem e foto
Como já disse sou sortuda. Acontece que minha outra madrinha é a maquiadora e cabelereira mais fenomenal que conheço, Joana Rubinsteinn (contato joana.rubinsteinn@gmail.com). Ela me indicou o cabelereiro Franco, no Bardot (Vila Madalena, São Paulo, SP), pra fazer a cor do meu cabelo uns dois dias antes do casamento e ela mesma fez meu penteado e minha maquiagem no dia, munida com seu estojo profissional e seus aparatos. No salão também fiz mão e pé, claro e desde então é lá que vou retocar a cor e, logo mais, restaurar a cor original. Como vocês podem ver, tanto o Franco quanto a Joana fizeram um trabalho fenomenal e fiquei me sentindo linda. As fotos todas do dia foram feitas pela minha outra amiga, Amanda Amaral (www.amandaamaral.com, não disse que eu era sortuda?). A ideia é que as fotos fossem o olhar mais intimista de um fotógrafo que conhece o contexto que está fotografando e não só as fotos mais tradicionais e, digamos, burocráticas do casamento. 

Jô ao trabalho!
Maquiagem mara!



Primeiro ele.
11) Música, som, cerimônia
Avisei lá em cima que sou atéia e meu marido mais ou menos espírita. Bem, além disso nós queríamos que cada coisa do casamento estivesse lá por ter um significado pra gente e não só por protocolo. Com as músicas e a cerimônia, mesma coisa. Sou muito sortuda, vocês já sabem, então meu marido é músico e trabalhou com som um tempão. Sendo assim, todo o equipamento tipo caixas, cabos, microfones, mesa, etc. foi organizado, plugado e pensado por ele, e tudo foi ligado no meu computador com uma playlist que fizemos juntos aqui em casa, pensando no ritmo da festa, coquetel, horário do dia, músicas que nossos convidados gostam, etc. Ficou bem legal. Do mesmo jeito pensamos a cerimônia. Queríamos uma troca de votos com um quê de ritual. A surpresa da noiva não aparecer até o início da cerimônia por exemplo é algo que sempre achei bacana. 
Depois eu, chorona
O pai "entregar" a noiva pro noivo pra gente não fazia sentido, pela relação que temos com nossas famílias inclusive. Então enquanto todos os convidados estavam do lado de fora, no jardim central, no gazebo esperando, uma versão instrumental pra piano de "Something", dos Beatles, tocou. O Gatón me esperou do lado de fora mas logo na saída de casa. Desci as escadas, me encontrei com ele ali, fomos juntos até o gazebo. Trocamos votos, nossos pais, padrinho, madrinha e alguns amigos falaram, foi muito emocionante. Partimos todo juntos para o lounge na frente de casa onde fizemos o brinde e começamos a festa. Aí fomos tirar fotos só nós dois, depois com padrinho e madrinhas, depois passamos a festa toda tirando fotos com todo mundo e comendo de vez em quando. Foi muito bacana e muito significativo e, melhor ainda, consegui me divertir horrores no dia do meu casamento, sem uma dorzinha de cabeça que fosse. Lá pro fim da festa cortamos o bolo, aí vieram doces e café e de noite, lá pra umas 20h é que a festa realmente acabou.

E aí, mais um beijo.

12) Algumas dicas bacanas, coisas que aprendi:
  • Contratar profissionais com alguma experiência mas em começo de carreira é uma excelente forma de gastar menos e receber mais cuidado na hora do serviço. Empresas e profissionais com grandes nomes não precisam daquele trabalho pra construir um portfolio e podem dar menos atenção a seu evento (sobretudo se for pequeno) por conta disso. Neste ponto eu acertei!
  • Chamar amigos para prestar serviços, mesmo que com contrato, orçamento, etc. pode ter um lado difícil, que é se colocar enquanto cliente e fazer com que seu amigo te veja como cliente também na hora de fechar o serviço. Uma amizade deve pesar mais na escolha, na minha opinião. Ao mesmo tempo, amigos podem fazer o serviço de um jeito muito mais bacana do que outros profissionais, justamente por te conhecerem, como foi o caso comigo. Então fica aí no mínimo a ponderação!
  • Não faça nada com o que você não se sente confortável, essa seria a dica mais valiosa! Desde a escolha do local, tipo de festa, convites, chás, data, horário, comida, cor do esmalte, vestido... Muita gente vai querer te convencer de muita coisa com todos os argumentos do mundo. Mas só você e seu noivo se conhecem muito bem enquanto casal e têm uma visão mais geral dos convidados e do que é mais bacana pra eles (afinal, a festa também é pra eles, né, senão pra quê festa?). Então nessa hora o conselho Disney clássico é bom ser ouvido: siga o seu coração.

Viu? Tô feliz porque segui meu coração.


Se você também participou ou fez um casamento mais alternativo, diferente do tradicional ou se inovou mesmo no tradicional, que tal contar aqui? Estou louca pra ouvir e publicar (se puder) outras experiências aqui no blog! Meu email pessoal é marilia@mulheralternativa.net, fiquem à vontade!

15 comentários:

Experiência Diluída disse...

Mari, adorei o texto, eu e meu namorado já moramos juntos há algum tempo e pensamos em casamento de vez em quando. A gente também não quer nada religioso, eu sou atéia e odiaria ter que entrar na igreja, contra meus principios totalmente. Então a gente fica naquela indecisão... Mas acho que uma festa assim, alternativa, para comemorar mesmo o casamento e não para cumprir formalidade é o ideal. Achei lindo também ser pela manhã, fica um ar descontraído, acho que pela manhã as pessoas tem cara de alegria, não acha?
Eu tinha vontade de fazer algo na praia, mas sei que ficaria caro demais e não daria para nós. Mas também é outro local que acho lindo mesmo.
Ahh... achei vcs um casal muito fofo e a ideia dos gatinhos no bolo foi ótima, me identifiquei bastante também porque eu e meu love adoramos gatos!
Beijo querida!

Vanessa M. disse...

Mari, caí aqui de pára-quedas mas adorei tanto o blog que li ele todinho!

Eu também penso em uma relação nada tradicional. Sou agnóstica e meu namorado (que eu torço pra ser meu futuro marido) é ateu, então não acho que o religioso nos representaria.


Adorei seu casamento, os detalhes delicados, de como planejou. Tudinho. Importante mesmo é tá feliz!!!

letícia disse...

adorei esse post, mto mto útil! também sou super a favor de uma cerimônia que além de caber no bolso, seja a cara dos noivos. to adorando ler seu blog <3
vou te 'add' no twitter :)
vai aparecer ai: twitter/_beverage

m. disse...

meudeus, que lindo, tudo. <3 deve ter sido um ótimo dia.

e eu tava lendo o post e pensando "que fotos legais e naturais e bonitas", pq geralmente elas sao né, aquela coisa meio todo mundo rindo forçadamente e fazendo pose, daí mais pro fim do post vc disse que foi sua amiga. acho que faz muita diferença mesmo estar em sintonia com os fotografados!
:***

Priscila disse...

Marília,
descobri seu blog hoje (este post específicamente) e penso em fazer um casamento numa chácara com uma cerimônia tipo a sua, sem religioso. Será que você pode falar um pouco mais de como foi a sequência da cerimônia (os votos, os discursos dos pais e padrinhos, etc.) Eu ia adorar.
Bjos
Priscila

Mari Moscou disse...

Posso sim, Priscila! Sem dúvida! Bom, nós fizemos algo muito flexível. Nossa madrinha fez uma breve apresentação, recebendo e dando boas vindas a todos. Em seguida, meu marido leu os votos que ele tinha preparado (chorei horrores) e eu li os meus (chorei horrores de novo). Então abrimos o microfone caso as pessoas quisessem falar. Minha mãe falou, meu pai falou bem brevemente, os pais do meu marido falaram uma ou duas frases (estavam superemocionados), uma outra amiga falou, nossa madrinha e quando a vontade do pessoal falar cessou, seguimos ao brinde. Antes do brinde nosso padrinho falou, fizemos o brinde e fomos cumprimentar todo mundo, recebr abraços, etc. Aí passamos o resto da festa praticamente tirando fotos e falando um pouquinho com cada pessoa...

Posso te ajudar com sugestões e dicas mais específicas (se vc for de SP inclusive dicas de fornecedores, som, estrutura, etc)! Só peço que me mande um email pessoal (marilia@mulheralternativa.net) pra eu pode responder direto pra vc! :)

Espero muuuito ter ajudado, seu casamento vai ser um sucesso!!!

Beijos!

Mari Z. disse...

Oi, Mari! Já conhecia o Mulher Alternativa (cheguei aqui pelo Escreva Lola) e gosto bastante dos seus textos. Não entrava no blog há um tempinho e não é que agora, lendo os posts mais recentes, vi este sobre o seu casamento? Adorei o seu relato e aposto que a festa deve mesmo ter sido lindíssima, não apenas pelas fotos, mas pelo seu carinho na hora de contar sobre os detalhes e quetais desse dia tão especial. :-)

Inclusive, ano que vem vou me casar e eu e meu noivo queremos apostar em uma festa com um quê de alternativo, algo sem pompa mas com muito charme e elegância! By the way, já anotei os contatos das suas amigas maquiadora e fotógrafa e da sua avó. ;-)

Beijo e parabéns pelo casamento! Felicidades!

Mari Moscou disse...

Mari, uma coisa que eu acho que fez muita diferença também foi ter a produtora de moda. Ela pensou comigo o estilão de roupas da festa mesmo, foi comprar, ia nas lojas separar tudo antes da gente ir provar, etc. Ela que escolheu o look do Alê, o meu, etc. Eu recomendo super você pedir um orçamento pra ela também, se quiser, desse tipo de assessoria, que dá um tchan na festa.

Se precisar falar com minha avó, talvez ela não responda emails. Mas aí me mande um email pessoal no marilia@mulheralternativa.net que eu ligo pra ela, aviso q vc tá querendo os bem-casados, dou o tel dela pra vc e vcs combinam tudo. Vale muito a pena, os bem-casados de Alfajor são maravilhosos!

Beijo!

Mari Z. disse...

É verdade, também vou ver o orçamento com sua amiga que é produtora de moda. Obrigada pela dica. ;-)

E o casamento ainda vai demorar um pouquinho (só setembro de 2012), mas quando estiver mais próximo falo contigo e com sua avó sobre os bem-casados. Ainda mais na hora do almoço, pensar num bem-casado de alfajor me deixou com muita água na boca! Heheh.

Beijo e obrigada pela atenção!

Ana C. disse...

Oi Mari adorei o blog, passei por aqui sem querer e adorei.
Eu e meu namorado pensamos em "oficializar" o nosso amor mas nada muito grande uma coisa simples só pra familia mesmo, e como somos de religioes diferente nao queremos entrar em conflito por isso. Adorei a sua ideia e acho que ele vai gostar tambem. Bejus

Mari Moscou disse...

Obrigada, Ana! Seja bem-vinda!!! Se precisar de alguma ajuda pode me contatar no meu email pessoal - marilia@mulheralternativa.net

Pandinha disse...

Oi moça! Adorei seu post sobre o seu casamento. Cheguei aqui no seu blog por um link em um outro site (que até me esqueci qual era, de tanto tempo que fiquei aqui lendo seu blog, haha) e achei muito legal esse seu casamento.
Meu casamento também foi fora dos padrões. Casei super novinha e grávida, não queríamos casar na igreja pois nenhum de nós é muito religioso. Casamos no civil só com os nossos pais e padrinhos e fizemos uma cerimônia para amigos mais próximos no salão de festas de uma tia minha (custo de locação zero hahaha). Usei um vestido verde clarinho e soltinho para deixar a barriguinha elegante e o cabelo e maquiagem foram feitos no salão onde minha madrasta trabalha. Não fazia sentido meu pai me "entregar" para o noivo, já que eu estava mais que entregue hahaha, então entramos juntos. Fizemos um almoço com churrasco e como lembrancinhas fizemos uns CDs personalizados e com umas músicas que nós dois escolhemos.
A parte mais legal foi depois de umas semanas, a minha mãe me entregar um álbum que e ela e meu irmão fizeram, colando as fotos em papel cartão preto com papel de seda entre as folhas, ficou muito bonito e com um toque mais pessoal que só alguém que conhece bem os noivos poderia dar.

Nathália disse...

Que legal! Adorei seu casamento, penso em fazer a mesma coisa, pois não gosto nada daquele evento tradicional, com um monte de gente que desconheço metade, tirando fotos toda hora, vestido que incomoda, affffffffffff... quero me divertir =)

Camila Moraes disse...

Ainda nem sou noiva, mas eu e meu namorado estamos pensando em casar daqui uns anos. Sou atéia também e ele, não tem religião, mas é teísta. Por esse motivo, não queremos nada religioso. Eu nunca fui em um casamento que não teve religião envolvida, e já estou preocupada com essa parte pois não faço idéia de como é.
Adorei suas dicas, vão me ajudar muito!
Tenho uma pergunta: vocês casaram no civil também? Não sei se pode, mas pensei em levar o moço do cartório (não sei como chama haha), pra fazer a cerimônia do civil. Só assinando papéis e tal, e depois, a cerimônia que quisermos...

Beijos.

Marília Moschkovich disse...

Camila, não casei no civil, ainda. :)

Tem um outro post aqui, que escrevi no dia seguinte a meu casamento, que eu descrevo a cerimonia, a festa, etc. com mais detalhes:

http://www.mulheralternativa.net/2011/03/casada-casadinha-e-feliz-da-vida.html

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