Mande lá
Mandela
[Consciência Negra, haikai de minha autoria]
Não posso me furtar a escrever, em mais um dia 20 de Novembro, sobre racismo. Na semana em que fui buscar meu RG novo relatei mais um episódio de racismo que eu, branca, presenciei com todo o desgosto do mundo (leia aqui). No ano passado, escrevi o post "Consciência Negra: Substantivo Feminino" com três reflexões que considero importantes para no mínimo uma vez por ano (mas que deveriam ser feitas todos os dias). Mas foi neste ano, em 2011, que me descobri... branca.
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| Douglas Teo, Flickr, CC |
Então as descobertas que vieram com muito debate (leiam aqui) me ajudaram a entender bem essa posição em que estou simplesmente por ser branca - e, claro, entender melhor a posição em que negras estão por serem negras. Isso simplesmente não pode ser ignorado em se falando da sociedade brasileira, ex-escravocrata, onde a escravidão africana foi o principal comércio por séculos.
Alguns textos interessantes pra quem quer começar a pensar mais no assunto, além dos posts mencionados aqui, são:
- um artigo da Verena Stolcke sobre a formação dos impérios transatlânticos, questões de casamento e sangue na construção da noção de "raça" e de "sexo" (leia ou baixe aqui)
- um artigo de Osmundo Pinho, entitulado "O efeito do sexo: políticas de raça, gênero e miscigenação" (leia ou baixe aqui)
- um artigo da Mariza Corrêa chamado "A invenção da mulata", que questiona um pouco a importação da categoria "negro" estadunidense e fala no contexto brasileiro sobre a figura da mulata e a sexualização das mulheres negras (baixe aqui o PDF).

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