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| por starrynight1, Flickr, CC |
Como acontece com as leitoras destes dois livros enormes e
deliciosos (altamente recomendo, mas me revolta que quase não haja edições em
português do Brasil, o que só reflete o lugar que os direitos das mulheres
ocupam por aqui mesmo quando se trata da academia, da intelectualidade, da
política, das elites que lêem livros, enfim), quanto mais a filósofa lia o
próprio livro, mais foi se tornando feminista e se convencendo de que, sim, ela
escrevera uma obra feminista. A descoberta do feminismo ali, pura e bruta, de
uma mulher considerada uma das mais célebres feministas da história. Como não
amar?
Além do cemitério de Montparnasse onde ela está enterrada tive
o prazer de visitar quase sem querer o café onde ela passava tardes com Sartre
à época em que viveu em Rouen (terra de Jeanne D’Arc, aquela que foi á guerra e
foi queimada como bruxa, oui, oui). Fotografias e jornais da época estão
preservados, embora o espresso seja lá meio caro. Mas uma delícia, três euros
muito bem gastos (eu disse que era caro).
Pisar onde Simone pisou, claro, não faz de mim nem um
tiquinho mais próxima dela. Mas constatar as pequenas marcas da existência
dessa autora cuja obra foi e é tão importante para mim de fato me emocionou. A
pequena placa em Paris, “Praça Simone de Beauvoir”. A indicação “nesta casa
viveu Simone de Beauvoir, entre anos tal e tal”. O túmulo. O café. Um suspiro.
Se nunca ouviu falar desta mulher incrível, recomendo o
documentário disponível abaixo com legendas em espanhol, recomendado pelo @MarceloSpitzner
lá da UFSC.
Joyeux Anniversaire, Simone!
(as outras partes do vídeo podem ser encontradas no Youtube a partir desta)
(as outras partes do vídeo podem ser encontradas no Youtube a partir desta)

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