![]() |
| por Greenmelinda, Flickr, CC |
Recentemente recebi (e aceitei) um convite para escrever uma coluna para os portais @Campinas (www.acampinas.com.br) e Itu.com.br (www.itu.com.br), que destinam-se principalmente ao público destas cidades do interior paulista e que trabalham com uma proposta de Jornalismo 2.0, mais interativo e com algum espaço para debates. Quando as colunas quinzenais começarem a ir ao ar informarei a vocês os links. Por enquanto, fica a dica de acompanharem os portais, caso interesse (a mim interessa, como moradora de Campinas há sete anos).
Tudo isso pra dizer que nestes espaços, como em minha vida, tenho dado atenção especial a questões que envolvam as mulheres e, mais recentemente, relações de gênero de forma mais ampla. Trago uns trechinhos desta preocupação nos posts mais recentes que publiquei em outros mares que não este aqui. Divirtam-se nessa semana de carnaval, crianças!
"se esse bispo lesse um pouco de literatura erótica, quem sabe percebesse quem é, na verdade, o mal-amado da história. As mulheres e homens que são livres com a própria sexualidade é que não! Exceto, claro, se para o tal bispozinho, “bem amados” forem os Odoricos Paraguaçus deste Brasil, corruptos, machistas, infames. Neste caso, eu passo. Prefiro ser mal amada para sempre."
(sobre um bispo que chamou a ministra Menicucci de 'mal-amada', leia aqui)
"Imoral. Pronto. Como são geralmente as biscates, ela era uma verdadeira imoral. O mau exemplo em pessoa. Ninguém escolhe nascer negro, claro, mas ela podia fazer um regime. Exercícios. Cirurgia pra reduzir o estômago. Podia não se casar ou tentar um tratamento para resolver os problemas psicológicos que levavam “ao homossexualismo”. Podia fingir casando-se com um homem. Podia não desejar sair pelada pela avenida."
(sobre uma candidata a rainha de bateria que pesava 118kg e era lésbica, leia aqui)
"Sei que nem sempre é o mais sensato a fazer. Naquela circunstância considerei que era apropriado. O risco de uma ação violenta, sei muito bem, não depende da minha reação, nem da roupa que eu uso e, aparentemente, nem da rua estar vazia ou não. Os crimes de gênero que mencionei no início do texto todos têm testemunhas, aconteceram na luz do dia e dois tiveram homens conhecidos como agressores. Não há nada que me convença de que eu posso provocar ou deixar de provocar um acontecimento destes. Nem vocês."
(sobre Eloá, estupro coletivo em Queimadas e estupro de uma menina de 12 anos em um ônibus no Rio, ou ainda, sobre como somos vistas como corpos disponíveis e o assédio que sofri numa rua da Vila Madalena, leia aqui)

0 comentários / comments:
Postar um comentário